2
2012
Problemas de saúde mais comuns no verão
Desidratação, intoxicação, insolação e micose estão entre os maiores riscos da estação
Com a chegada de dezembro e a proximidade do verão, a população fica mais exposta a algumas doenças típicas dessa época do ano. O aumento dos termômetros vem sempre acompanhado de mudanças no meio ambiente e na fisiologia do corpo humano, que podem resultar em males à sua saúde, como desidratação, intoxicação e insolação, entre outros. Para evitar esses desconfortos, a clínica geral Márcia Gomes Massironi, coordenadora da Área Técnica da Saúde do Adulto da Secretaria Municipal da Saúde, explica a origem e os sintomas dessas doenças e recomenda alguns cuidados:
Desidratação: A perda diária de líquido é de 2,5 litros, por meio do suor, urina e fezes. No verão, perde-se mais, seja pelo aumento de atividade física ao ar livre ou pelo risco de consumir alimento deteriorado, resultando em diarréia.
Sintomas: boca seca e menor freqüência de urina. Quem sofre mais os efeitos são crianças e idosos. É possível encontrar na rede pública municipal o soro da terapia de reidratação oral, que deve ser adicionado à água para tratamento domiciliar da perda líquida. Somente casos mais graves são internados.
Como prevenir: É importante, portanto, hidratar-se bastante com água, chás, sucos. Procurar sombra, lugares mais arejados, usar roupa fresca, principalmente em crianças, e evitar muito movimento nas horas mais quentes.
Intoxicação alimentar: Ao comer alimentos mal cozidos ou acompanhados de molhos como maionese e outros perecíveis, você pode engolir junto uma série de bactérias que produzem toxinas e causam intoxicação gástrica.
Sintomas: Mal-estar, diarréia, enjôo, vômitos, podendo levar à desidratação aguda, que exige até mesmo internação hospitalar. Uma dieta leve costuma resolver o problema.
Como prevenir: Preferir alimentos frescos, verduras, frutas, legumes e verificar se o restaurante ou lanchonete é limpo. É importante verificar a validade dos alimentos, especialmente perecíveis.
Insolação: Apesar dos alertas freqüentes, ainda há preferência pelo horário em que o sol mais danos causa à pele, entre 10h e 16h. Não por acaso, o câncer de pele não melanoma é o mais freqüente no país.
Sintomas: Falta de ar, dor de cabeça, mal-estar, febre e possível desidratação, ardor e queimaduras de pele.
Como prevenir: Evitar o horário de pico da radiação solar, usar protetor adequado ao tipo de pele mesmo que esteja à sombra em locais abertos como praia e piscina, hidratar-se bastante.
Micoses: Na estação mais quente do ano, o simples fato das pessoas transpirarem mais aumenta o risco de micoses, lesões de pele causadas pela proliferação de fungos especialmente nas dobras – virilha, axilas, pés.
Sintomas: Coceira, vermelhidão, formação eventual de bolhas e alterações de pele. O risco maior é a lesão facilitar a contaminação por bactéria.
Como prevenir: Fugir daqueles pontos de água parada que muitas pessoas freqüentam (aquele tanquinho perto da piscina, por exemplo), livrar-se logo da roupa molhada, não usar tênis por muito tempo.
Ouvido: Problemas nessa região são muito comuns em crianças que vão muito à piscina ou praia.
Sintomas: Inchaço, dor, vermelhidão e, eventualmente, alguma secreção. Se esses sintomas aparecerem, é preciso passar por uma avaliação médica para evitar agravamento do quadro inflamatório ou infeccioso.
Como prevenir: Evitar ficar com os ouvidos muito tempo expostos à água.
Olhos/conjuntivite: Cloro da piscina e sujeiras na água e areia da praia são inimigos potenciais do olho. Atenção para não levar a mão aos olhos nesses locais. A conjuntivite, inflamação da conjuntiva (membrana que envolve grande parte do globo ocular), é causada por vírus ou bactéria.
Sintomas: inchaço, vermelhidão, secreção e sensação de areia nos olhos. É preciso consultar um médico, que prescreverá o tratamento adequado.
Como prevenir: O ideal é sempre lavar os olhos com água boricada e manter as mãos limpas.
Dicas gerais
- Beber líquido com bastante regularidade
- Dar preferência a roupas leves
- Evitar exposição excessiva ao sol
- Preferir locais arejados e com sombra
- Evitar fazer exercício com sol do meio dia
- Evitar permanecer por muito tempo com roupa úmida
- Observar as condições de higiene se vai comer fora
- Lavar sempre as mãos
- Separar coisas de uso pessoal
- Procurar o médico ao menor sintoma
Cuidados extras com crianças
Imunidade mais baixa, organismo em contínuo processo de adaptação, muita exposição à água e ao sol nesta época do ano, as crianças merecem atenção especial para que não sofram os males facilitados pela estação.
A pediatra Atenê Maria de Marco Mauro, da Área Técnica da Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria Municipal da Saúde, lembra que criança com até 1 ano desidrata com mais facilidade, porque a quantidade de água no organismo é maior. E, em caso de diarréia, é preciso hidratar rapidamente em todas as faixas etárias. No caso delas, é obrigatório evitar exposição ao sol entre 10h e 16h. “É preciso sempre estimular a hidratação da criança e observar a cor de sua urina. Se estiver escura ela precisa de mais líquido”, alerta a pediatra.
Fonte: Site Prefeitura de São Paulo
Related Posts
DOENÇA DE PARKINSON
Site da APPP
Busca por palavra
alimentação alzheimer appp automedicação calor cirurgia coração cuidados câncer células cérebro depressão diabetes dieta direção doença doenças entrevista estudo fibras frutas hidratação idade idoso levodopa mal medicamentos mensagem musicoterapia Parkinson peso poema pressão alta prevenção remédio saúde sintomas sol sono terapia transplante tratamento verão wii água
WP Cumulus Flash tag cloud by Roy Tanck requires Flash Player 9 or better.
Acessar Área Restrita
Arquivo
- maio 2012 (26)
- abril 2012 (41)
- março 2012 (47)
- fevereiro 2012 (43)
- janeiro 2012 (29)
- dezembro 2011 (12)
- novembro 2011 (12)
- maio 2011 (1)
- setembro 2010 (1)
- fevereiro 2010 (1)
- julho 2009 (1)
- março 2009 (1)
- novembro 2008 (5)

Um artigo de administrador





