Archive for Março, 2009

DO SURF AO PARKINSON

Quinta-feira, Março 26th, 2009
 
Para o Magno visionário, de espírito criativo e empreendedor não foi difícil reeditar o sucesso de
sua loja de surf em Ipanema,  pioneira no Brasil.
Com a mesma obstinação criou a Associação Paranaense dos Portadores de Parkinsonismo, que hoje tem
cadastrados 1600 associados que recebem todo o tratamento, inclusive medicamentos gratuítos.
Criou o primeiro consultório dançante em uma clínica médica, o paciente aguarda sua vez dançando.
 
Blog do Rico
Topo do Blog 20/12/2007 Campeonato Magno: minha primeira competição
Aloha Amigos,
 
Mais uma vez, vasculhando meus arquivos de fotos, eu consegui achar fotos incríveis do primeiro campeonato de grande porte que eu competi e fui campeão no Rio de Janeiro. E já que estou com esse material separado, resolvi contar um pouco mais sobre essa história para vocês.
Esse foi o Campeonato Magno, que foi o meu primeiro campeonato. O Magno foi pioneiro ao abrir uma loja de surf no Brasil. Ele influenciou toda a cultura de praia daquela época, que se concentrava muito ali, na zona sul carioca. A loja ficava em Ipanema, na Rua Francisco Otaviano. Ele era um cara que enxergou à frente e impulsionou o esporte com todas essas novidades. Isso foi no ano de 1969/70 e eu tenho memórias espetaculares desses bons tempos.
Na época, o surf tinha um potencial enorme como a grande novidade do momento e chamava a atenção de toda a população carioca. Na foto abaixo, se repararem, o palanque era uma pequena, ou melhor, uma simbólica estrutura, e reuniu milhares de pessoas curiosas para assistir aquela interessante disputa.
Os cariocas lotaram a praia de Ipanema para conferir o campeonato, que na época era novidade. Foto: Alexandre Koester
Mesmo com o palanque pequeno e apenas com uma cobertura, a praia estava totalmente cheia. A cultura surf era tão forte e crescia tão rápido, que todos que moravam próximos à praia prestigiavam o campeonato e proporcionavam esse incrível espetáculo de demonstração do estilo de vida carioca, sempre apoiadora do esporte. Hoje em dia, mesmo com grandes eventos promovendo o surf pelo Brasil a fora, você não vê essa galera toda como se fosse um formigueiro. O público continua apaixonado e comparece aos eventos, é claro, mas naquele tempo, tudo era novidade, e até quem não entendia direito quem eram aqueles malucos sobre as ondas, paravam para assistir o campeonato.
Então nessa final, eu fui o campeão, também estavam na disputa o Betão, Marquinhos Berengue e mais outro finalista, que não consigo me lembrar. Mas o mar no Arpoador estava espetacular, em um dia clássico de ondas incríveis. Na época, já existiam as pranchas pequenas, mas ainda surfávamos de monoquilhas.
Nessa próxima foto, eu estou em uma bela direita de frontside, uma das boas ondas que peguei e que me garantiram a vitória naquele dia, apesar dos grandes oponentes que eu tinha naquela bateria.
Uma das minhas direitas clássicas da vitória. Foto: Alexandre Koester
O Magno foi o primeiro cara a ter essa visão de patrocinar um campeonato de surf aqui no Rio, abrir uma loja de surf e incentivar a cultura de praia, que enraizou na vida do carioca naquela época. Eu tenho um profundo respeito por ele.
Quando eu ganhei esse campeonato, acabei ganhando como premiação uma passagem para o Peru. E essa, acabou sendo minha primeira viagem internacional. Eu queria aproveitar para deixar aqui um abraço especial para o Magno e agradecer a ele por todas as colaborações que ele proporcionou ao surf.
O Magno me entregando a premiação e o Maraca ao meu lado. Foto: Alexandre Koester
Anteriormente, eu cheguei a competir em campeonatos amadores e de pequeno porte, em 1967, no Guarujá, mas esse foi o primeiro grande campeonato, que oficialmente, marcou a minha história como surfista profissional e de competição.
A cultura surf naquela época tinha um caráter bem forte, pois as roupas eram personalizadas, a maioria tinha cabelos compridos. Essa época deixa boas recordações e muita saudade!
Boas Ondas e até breve,
Rico de Souza

SEM EMBALO E SEM COMPASSO

Quinta-feira, Março 19th, 2009




Uma ruga, uma velha canção,
Um beijo antigo a solidão.
Um passo rígido
Sem embalo sem compasso
Parece que alguém me segura,
uma valsa dura.
Esmago a flor com raiva.
Grito em exasperados berros.
salgo a ferida que me arde,
Abraço a dor que me invade.
Tudo pelo chão .

 
por que eu?
por que me escolhestes,
todos perguntam, isso não importa
se treme a tua mão, te desconforta
aceite o mal, você suporta.
Seja firme, forte, vença
Não seja pior do que a doença.
Se no cais o viajante embarca,
acena o lenço, a bandeira da saudade,
De adeus aos teus males,
Cante, ria, não te cales .
Por que tanta revolta ?
a aceitação te ajuda a dar a volta.
 
No início um zumbido,
um pequeno tremor foi percebido.
 
Tudo pelo chão
 
 
Começou de um lado só,
depois na minha garganta,
minha voz parece dar um nó.
Uma dificuldade na deglutição
como fazer a  refeição?
troquei a agilidade pela lentidão.Tudo pelo chão.
 
Agonistas dopaminérgicos,
Amantadina, benzerazida,
Discinesias, síndrome rígido acinética,
Movimentos tremulantes involuntários,
Levodopa, carbidopa, inibidor da comt,
Hipofonia, micrografia, rigidez
Estou travado, mais uma vez,
Hora sim hora não
Períodos em off
Períodos
em on
Não é o dia todo, que bom !!!
 
 
Nada me impede de amar a vida
Ajuda-me memória falida
Quero esquecer esta doença atrevida
Sem perder a esperança
Dentro da  armadura de ferro,
Luto, procuro uma saída.
Vejo na face a expressão
contida.
Porém sou dono do meu pensamento

 
Chegou a hora de ficar numa boa
 Aproveitando a trégua da
doença Não vou brigar contigo, a toa,
oferecer resistência.
Um dia, serás derrotada pela ciência.
 
 

Não é motivo para ser feliz ???
Então junto a esperança e a paciência,
Não foi fácil, mas aceitei a doença,
Nada me tira o sorriso,
O amor o sonho e a fantasia
Porque amo e sou amado
Hoje resolvi ser feliz,
Fica decretado!!!

DANÇANDO E VIVENDO MELHOR

Quinta-feira, Março 19th, 2009


A dança trás consigo os seguintes benifícios:

 

- Coordenação motora global e fina, equilíbrio,    memória ,  concentração,         atenção, lateralidade, abaixa ansiedade, ajuda a combater a depressão, sociabiliza,    aproximação física e emocional, aumenta o fluxo sanguíneo, oxigena o cérebro, é um   meio universalde viver em comunhão com a vida, a dança reflete uma harmonia entre  corpo, alma e mente, num sentimento de libertação, buscando a vida plena.   A dança vem ao encontro do desejo de manter o corpo sadio, a mente aberta e participar de uma companhia alegre. Resgata a  auto-estima,           são como flores que se embalam ao vento de nosso verão aquecendo o coração e rejuvenescendo a alma,   é um complemento na psicogeriatria e proporciona uma melhor qualidade de vida.  O ritmo da dança une todos os movimentos e expressa nossa capacidade intelectual na estrutura da vida, a melodia manifesta o nosso sentimento, nossa emoção de dar calor a vida. A troca de par abre a comunhão individual rompe uma unidade fechada para beneficiar a todos. A troca favorece novos encontros e contatos. Cada um sai de si, de seu mundo solidário, para uma nova amizade.